Gerador de QR Code PIX
Preencha sua chave PIX, o nome do recebedor e a cidade para gerar, na hora, um QR Code e o código copia e cola prontos para receber pagamentos. Tudo roda no seu navegador: nada do que você digita é enviado para fora do seu dispositivo. Este gerador cria um BR Code estático, o tipo fixo e reutilizável de QR Code PIX; veja abaixo a diferença para o dinâmico.
Escaneie com a câmera do app do banco ou use o copia e cola.
Como o BR Code é montado
O PIX usa um padrão chamado BR Code, definido pelo Banco Central no Manual do BR Code. Ele não é um formato inventado do zero: é construído sobre a especificação EMV QR Code, mantida pela EMVCo, no modo Merchant Presented Mode — aquele em que quem recebe exibe o código e quem paga escaneia. Esse texto estruturado é exatamente o que aparece no campo "copia e cola".
A leitura fica fácil depois que se conhece a regra: cada informação ocupa um bloco com três partes, um identificador de dois dígitos, o tamanho do conteúdo (também com dois dígitos) e o conteúdo em si. Alguns blocos carregam outros blocos dentro, formando uma árvore. Os que este gerador escreve são:
- 00 — versão do formato do payload;
- 01 — tipo de iniciação; o valor 11 marca o código estático, reutilizável;
- 26 — o bloco do PIX, aberto pelo identificador br.gov.bcb.pix, com a chave e a descrição dentro; a faixa 26 a 51 é a reservada a esse tipo de bloco, e este gerador usa a primeira dela;
- 52 e 53 — categoria do estabelecimento e moeda, com o código 986 para o real;
- 54 — valor, escrito só quando você preenche o campo;
- 58, 59 e 60 — país, nome do recebedor e cidade;
- 62 — dados adicionais, onde entra o identificador da transação;
- 63 — o CRC16, sempre por último.
O campo 63 fecha o código com um CRC16-CCITT calculado sobre todo o texto que veio antes, com polinômio 0x1021 e valor inicial 0xFFFF, escrito em quatro caracteres hexadecimais. Ele não é assinatura nem senha, e não prova quem gerou o código: serve para o aplicativo perceber que o texto chegou truncado ou com um caractere trocado e recusar a leitura, em vez de abrir uma cobrança corrompida.
A ferramenta monta esse texto a partir do que você digita e o transforma em um QR Code. Quando alguém escaneia com o app do banco, o aplicativo não se limita a copiar o que está escrito ali: ele usa a chave para consultar o cadastro oficial de chaves do PIX, o DICT, e monta a tela de pagamento com os dados que esse cadastro devolve. Como tudo é gerado no seu navegador, o QR e o código mudam instantaneamente a cada alteração nos campos.
Antes de pagar, confira o nome que o seu banco mostra
O nome escrito dentro do QR Code não é o que decide para onde o dinheiro vai. O Manual de Padrões para Iniciação do Pix determina que o nome do recebedor exibido ao pagador venha da consulta ao DICT e que o campo 59 do BR Code, justamente o "nome do recebedor" gravado no código, seja ignorado nessa exibição. Quem monta um QR Code pode escrever o que quiser nesse campo. Então, antes de confirmar qualquer pagamento, leia o nome que o seu aplicativo mostrou na tela e veja se é mesmo quem você espera pagar.
Isso vale nos dois sentidos. Se você está recebendo, não estranhe quando o pagador disser que viu um nome diferente do que você digitou aqui: o app dele mostra o nome vinculado à chave no cadastro, não o texto do QR Code. Se você está pagando, a conferência não é detalhe: no fluxo oficial de pagamento por QR Code, o banco consulta o DICT a partir dos dados do código, apresenta o recebedor e conta com você para conferir antes de autorizar. O próprio manual do Banco Central desenha essa tela com o aviso "ATENÇÃO - Verifique os dados do pagamento".
PIX estático ou dinâmico: o que este gerador cria
Existem dois tipos de BR Code. O estático é o que este gerador cria: um código fixo, feito a partir da sua chave PIX, que pode ser escaneado e pago quantas vezes forem necessárias. É ideal para um QR Code fixo num balcão ou numa página, porque não expira e não muda sozinho.
O dinâmico funciona de outra forma. Ele é emitido pelo banco ou por uma processadora de pagamentos (PSP) a partir de uma cobrança específica, com valor definido, prazo de validade e um identificador próprio para cada transação. É o tipo usado em maquininhas, em checkouts de loja online e em boletos híbridos, porque permite ao sistema do lojista reconhecer automaticamente quando aquele pagamento específico foi feito, sem depender de conferência manual.
Na prática: se você precisa de um código fixo e reutilizável para colar num cardápio ou numa vitrine, o estático (o gerado aqui) resolve. Se você precisa saber, de forma automática, quando uma cobrança específica foi paga, como numa loja virtual com baixa automática de pedidos, é o PIX dinâmico do seu banco ou de um provedor de pagamentos que faz esse trabalho.
Onde usar o QR Code PIX estático
Por ser fixo e reutilizável, o PIX estático funciona bem em qualquer situação em que o mesmo código vai ser usado várias vezes, por pessoas diferentes:
- Receber pagamentos como autônomo, MEI ou pequeno negócio sem maquininha;
- Fixar um QR Code no balcão, cardápio, vitrine ou panfleto;
- Cobrar um amigo ou cliente pelo copia e cola, direto no WhatsApp;
- Preencher o valor já definido para reduzir erro de digitação;
- Receber doações ou contribuições de uma vaquinha com um único código.
QR Code ou copia e cola: qual escolher
Você tem duas formas de compartilhar a cobrança. O QR Code pode ser baixado em PNG para imprimir ou postar; o código copia e cola é melhor para enviar por mensagem, porque não depende de câmera nem de leitor de QR. Quem for pagar escaneia o QR pela câmera do app do banco, ou cola o código na opção "PIX copia e cola". Se você informou um valor, ele já aparece na tela de pagamento; se deixou em branco, o pagador digita o valor antes de confirmar.
Erros comuns ao gerar um QR Code PIX
- Chave digitada errada. Um espaço a mais, uma letra trocada no e-mail ou um dígito faltando no CPF fazem o pagamento cair numa conta que não é a sua, ou simplesmente falhar. Como o app de quem paga busca o titular pela chave, o erro aparece lá como o nome de outra pessoa. Confira a chave copiando direto do app do banco, em vez de digitar de memória.
- Esperar que o nome digitado aqui apareça para o pagador. Não aparece. O aplicativo de quem paga exibe o nome vinculado à chave no DICT, não o texto que você escreveu no campo de nome do recebedor. Preencha assim mesmo, porque o campo faz parte do formato, mas não conte com ele para se identificar na tela de quem vai pagar.
- QR Code pequeno demais ou com pouco contraste. Um código impresso muito pequeno, borrado ou sobre um fundo colorido perde nitidez, e a câmera não consegue ler os módulos pretos e brancos corretamente.
- Usar o código estático para cobranças que exigem controle por transação. Como ele não identifica cada pagamento automaticamente, evite usá-lo quando você precisa saber exatamente quem pagou o quê, sem conferência manual.
Como imprimir e testar o QR Code antes de usar
Antes de deixar o QR Code exposto num balcão ou distribuí-lo num panfleto, vale conferir alguns pontos:
- Imprima com pelo menos 3 a 4 cm de lado; QR Codes menores exigem que o celular fique muito perto para focar.
- Use fundo branco e tinta escura; baixo contraste é a causa mais comum de leitura falhando.
- Evite plastificar com brilho muito forte ou colar atrás de vidro com reflexo, porque isso pode atrapalhar o foco da câmera.
- Faça um teste real antes de divulgar: escaneie com o próprio celular, ou peça para alguém de fora, e confira na tela de pagamento se o nome que o app mostra é mesmo o titular da conta — esse nome vem do cadastro da chave, então é a prova de que o código aponta para você.
- Faça uma transferência de valor baixo, como R$ 1, para confirmar que o dinheiro cai na conta certa antes de expor o código ao público.
O que o gerador não faz
Este gerador não valida se a chave PIX realmente existe, nem se ela pertence a você: essa checagem acontece só na hora do pagamento, dentro do app do banco de quem está pagando. Ele também não emite PIX dinâmico, não define prazo de validade nem gera identificador único por transação. Por segurança, nada do que você digita aqui (chave, nome, valor) é enviado para servidor algum: o BR Code inteiro é montado e o QR Code é desenhado no seu próprio navegador.
O kwyper também não intermedia, não processa e não garante pagamentos, e não tem vínculo com o Banco Central do Brasil nem com instituições financeiras. A ferramenta apenas escreve, no seu navegador, um texto no formato publicado pelo Banco Central. Os detalhes estão no aviso legal.
Fontes e metodologia
A estrutura de campos e o cálculo do CRC16 descritos nesta página seguem os manuais do Banco Central listados abaixo, nas versões vigentes na data da consulta. Os documentos são revisados periodicamente pelo BCB; se você for implementar o padrão, confira sempre a versão mais recente.
- Manual do BR Code, versão 2.0.1 Banco Central do Brasil Estrutura do BR Code em blocos de identificador, tamanho e valor; os identificadores usados neste gerador (00, 01, 26, 52, 53, 54, 58, 59, 60 e 62) e o CRC16-CCITT no campo 63. Consultado em
- Manual de Padrões para Iniciação do Pix, versão 2.9.0 (Anexo II do Regulamento do Pix) Banco Central do Brasil Uso do identificador br.gov.bcb.pix na faixa 26 a 51 e a regra de que o nome do recebedor exibido ao pagador vem do DICT, e não do campo 59 do QR Code. Consultado em
- Manual de Fluxos do Processo de Efetivação do Pix, versão 2.1 (Anexo III do Regulamento do Pix) Banco Central do Brasil Fluxo do pagamento por QR Code: o banco consulta o DICT a partir dos dados do código, apresenta o recebedor e o pagador confere antes de confirmar. Consultado em
- EMV QR Code Specifications — Merchant-Presented Mode, v1.1 (27/11/2020) EMVCo, LLC Norma internacional sobre a qual o BR Code é construído e o significado do modo MPM, em que o recebedor exibe o código e o pagador escaneia. Consultado em
Perguntas frequentes
O nome que eu digitar aparece para quem vai pagar?
Não necessariamente. Pelo Manual de Padrões para Iniciação do Pix, do Banco Central, o nome do recebedor exibido ao pagador vem da consulta ao DICT, o cadastro de chaves do PIX, e o campo de nome escrito dentro do QR Code é ignorado nessa exibição. Por isso quem paga deve conferir o nome que o próprio aplicativo do banco mostra na tela de confirmação, e não o nome que veio dentro do código.
O QR Code PIX gerado funciona em qualquer banco?
Sim. O código segue o padrão BR Code do Banco Central, o mesmo formato do PIX copia e cola usado por todos os bancos e carteiras digitais. Qualquer aplicativo que leia PIX interpreta o QR Code e o código gerado aqui.
Preciso informar o valor?
Não. O valor é opcional. Se você deixar em branco, o QR Code fica em aberto e quem for pagar digita o valor no app do banco. Se preencher, o valor já aparece pronto na hora do pagamento.
Meus dados ficam guardados em algum servidor?
Não. Todo o código é montado no seu próprio navegador, em JavaScript. Nada do que você digita (chave, nome, valor) é enviado ou armazenado, e a ferramenta continua funcionando offline depois de carregada.
Qual chave PIX devo usar?
Use a sua chave cadastrada no banco: pode ser CPF/CNPJ, e-mail, número de telefone ou chave aleatória. A ferramenta não valida se a chave existe, então confira se digitou corretamente antes de divulgar o QR Code.
O que é o campo identificador (txid)?
É uma referência opcional para você reconhecer o pagamento, como "PEDIDO123". Se não preencher, usamos o valor padrão "***", que indica um PIX estático sem identificador específico.
Este QR Code é estático ou dinâmico?
É estático. O código não muda sozinho e pode ser pago várias vezes, pelo mesmo valor ou por um valor livre, se você não preencher nenhum. Para cobranças que precisam de identificação automática por transação, com prazo de validade e baixa automática de pedidos, é necessário o PIX dinâmico, emitido pelo banco ou por um provedor de pagamentos.
O QR Code não está sendo lido pela câmera, o que fazer?
Geralmente é tamanho ou contraste. Aumente o QR Code na impressão, com pelo menos 3 a 4 cm de lado, garanta bom contraste entre o código e o fundo, e evite reflexos de plástico ou vidro sobre a imagem. Teste com o próprio celular antes de expor o código ao público.
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